quarta-feira, 15 de junho de 2011

o susto;

o que irei narrar agora, é um fato que sucedeu hoje.
hoje foi um dia comum, fui pro colégio,
terminei de ler o livro de Machado de Assis, Dom Casmurro,
que aliás, embroma e nada diz praticamente, no fim, eu que tive que imaginar o que realmente ocorreu.
efim, fiz uma redação com muito empenho,
uma carta argumentativa dedicada ao Excelentíssimo senhor prefeito, Eduardo Paes, suplicando-lhe que investisse em bibliotecas publicas em meu bairro,
que óbio, não vai passar das mãos do professor.
enquanto ainda estava no colégio, troquei algumas mensagens com t., até que, como sempre, chega-se a uma que ele nunca responde, interrompendo o dialogo.
fui pra casa a pé, almoçei e minha querida amiga Thayana me chamou para ir até a Tijuca, assistir com ela sua aula de LIBRAS (ligua brasileira de sinais).
depois de alguns esforços eu fui,
caminhei de volta até o meu colégio, onde fica o ponto de ônibus enquanto fumava um pouco, peguei o ônibus e fui até seu ponto final, onde ela tinha indicado que deveria descer,
tudo bem até ai, mas não era lá onde eu deveria estar. o ponto final que ela se referia, tinha ficado para trás... fiquei igual uma barata tonta, perdida em um bairro onde eu morei por 8 anos, que beleza !
peguei outro ônibus e fui de encontro a ela. assisti a aula, muito interessante por sinal (olha o trocadiiiiiiiiiiilho, hahaha) e depois de 2 horas e meia de aula, pegamos um outro ônibus para voltar. (nesse meio tempo eu já tinha mandado uma mensagem para meu amado perguntando se ele estava dormindo, pergunta idiota, ok, eu sei.)
fiquei quieta o caminho de volta inteiro, já que ela "conversava" com uns colegas dela, surdo-mudos. quando enfim cheguei, caminhei até minha casa e durante o percurso, resolvi ligar para meu cuticuti. péssima ideia, ele atendeu e eu surpresa, disse:
- oi amor !
ele respondeu:
- oi, te ligo daqui a pouco tá? - curto e grosso.
- ok...
nesse momento, na minha cabeça começaram a surgir um zibilhão de coisas que poderiam ter acontecido, coisas que jamais acontecerão, mas com o desespero que ele me causou, eu imaginei. minha mente fértil elaborava já um texto super emotivo para postar aqui, e o choro quase que começava a vir - isso não é exagero - começei a pensar que novamente ele me deixaria, que tinha descoberto algo e em minha cabeça eu já começava a formular explicações de coisas que nunca ocorreram. (isso é um habito meu, quando alguém me diz que quer conversar, qualquer coisa que me perguntar eu já tenho a resposta, de tanto que formulei na minha mente.) é claro que eu não tenho nada escondido dele, mas pensar na possibilidade de perde-lo mais uma vez, me tras sentimentos que já me fizeram muito sofrer.
meu celular vibrava o tempo todo, já que ele me avisa sempre que preciso recarrega-lo, e toda vez que vibrava eu pensava que era ele. depois de sofridos e eternos 9 minutos, ele me retornou. como se nada tivesse acontecido, ele me disse:
- oi amor :D
eu com o choro na garganta respondi:
- oi, o que aconteceu ? o.o
- nada, só estava no banheiro.
se naquele momento, se ele estivesse na minha frente, eu juro que grudaria no pescoço dele e o sacudiria dizendo: FILHO DA PUTAAAAAAAAAAAA QUER ME MATAR DO CORAÇÃO ? PORRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ! :@:@:@:@ nunca, nunca mais, faça isso.
afinal, quer matar uma mulher sem tocar nela?
diga: preciso te contar uma coisa, mais só conto depois (ou mesmo um simples: te ligo depois)

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