Cheguei na terça-feira de madrugada, dormi.
quarta não fiz nada muito relevante, dirigi muito, passei na casa do Rafa, fiz almoço pra ele, e ficamos praticamente de bobeira...
de noite alguns amigos foram pra lá, bebemos um pouco de tequila, conversamos, fumamos, conheci o namorado da Larissa...
fui pra casa bem tarde.
quinta-feira eu acordei e já quis sai, não almocei nenhum dia em casa, praticamente não parei em casa, ia lá só pra tomar banho e dormir. não largava do meu carro e o tempo todo com o Rafael e a Larissa. fomos na casa da Andreia, comemos brigadeiro, fomos no lanche, no Churrasquinho do Moraes e eu e a Lari dormimos na casa da Andreia.
eu não dormi, vi dois filmes, conversei com a Andreia, terminei de ler o livro do colégio (O Mulato- não leiam, é um sacooo), conversei um pouco com a Rúbia e pela manhã levei a Lari pra escola. Chegando em casa eu apaguei e só fui acordar as 7 da noite.
na sexta a gente queria sair, mas meu pai não deixou. ficamos na casa do Rafa mesmo, compramos uma vodca, zuamos um pouco, foi legal, mas nada lá grande coisa.
sábado eu acordei umas 6 da tarde também, ficamos de bobeira um pouco no centro de Cajati e depois, de madrugada, eu estava indo pra um tipo de boate na cidade vizinha a Cajati, em Jacupiranga. estávamos passando perto do Empório Cowtry quando vi alguns cavalos. a primeira pessoa em quem pensei, foi nele. de dentro do carro ainda olhei para o rapaz que montava o cavalo, na esperança de vê-lo, e não era ele.
alguns minutos depois, encontrei um amigo, que também era companheiro dele.
ele me cumprimentou e perguntou se eu já sabia quem havia falecido. gelei.
ele só me mostrou um adesivo colado na moto que estava ao nosso lado. era a foto dele.
olhei e virei o rosto de pressa. a ficha não caiu. não acreditei que aquilo pudesse estar acontecendo... a gente nunca acha que alguém próximo a gente vá morrer, mas acontece.
eu queria chorar, senti um nó na garganta e um aperto no peito. o Rafael falava comigo e eu não sabia nem o que responder, o Rauan me abraçou e eu não sabia o que dizer, o que fazer. sai de perto, acendi um cigarro enquanto tentava raciocinar.
o ocorrido tinha sido a menos de dois dias, e eu estava em Cajati na hora, e eu não fui no velório, nem no enterro, não estava lá pra me despedir, não estava lá pra abraçar o Rauan, num momento que ele precisava e eu também.
me senti culpada, impotente, e eu não conseguia acreditar.
eu queria dizer que era mentira, que isso não estava acontecendo, mas estava.
eu não conseguia entender como aquilo tinha acontecido, mesmo sabendo que tinha acontecido !
e por mais que eu tente não pensar nisso, não sai da minha cabeça.
tudo bem, tentei esquecer, entramos na parada e tava legal, mas nem tanto,
fomos embora não muito tempo depois, já que chegamos lá tarde.
agora no domingo eu acordei e já vim embora, :)
hoje tenho mil coisas pra fazer, mas queria pegar um sooool D:
adeus.
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