quarta-feira, 21 de setembro de 2011

perdido.

aqui, quem escreve agora é um corpo, um corpo esquecido, abandonado.
todos que me pertenciam fogem e quem não me conhece me deseja. pelo menos por uma noite. sou apenas uma caixa de ossos agora, já que em mim nada habita. continuo procurando por minha alma, que de certo fugiu como todos. é dificil me aguentar, e junto comigo a minha mente. minha alma leve e translucida não deixa que transpareça nada de ruim sobre ela, já minha mente raciocina demais, fazendo com que tudo ao meu redor pareça girar contra mim. eu, estou aqui, digitando sem pensar e sem saber como descrever o que eu sinto na verdade. não está funcionando como deveria ser, todos estão em desarmonia e assim a minha vida não funciona.
onde está a mayara? agora parece um robô, tentando lidar com escola, trabalho, pais, amigos, ex-namorado, corpo que nunca vai ser perfeito, e cade a preocupação comigo mesma? onde está aquela menina que gosta de comprar, fazer as unhas, se cuidar. eu preciso de um tempo pra mim, preciso que alguém cuide de mim, preciso esquecer os problemas dos outros e deixar que eles se fodam sozinhos e não me levem juntos. porque enquanto perambulo a procura de mim, quem está me ajudando ? tenho que achar tempo entre todas as coisas pra se dedicar a mim mesma. ao meu querido corpo.

um recado para minha mente: queridíssima, obrigada por me controlar, sem você não sou ninguém, mas será que dá pra por favor voltar para o normal? você anda meio maluca, porque não procura um psicólogo? preciso de você pra raciocinar, não fique dessa forma.

um recado para minha alma: sinto sua falta, apenas isso que tenho a dizer, pois quando quiseres voltar, estarei aqui pra e esperar, serei eterna e unicamente seu. um abraço de seu corpo, um corpo esquecido, abandonado.

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